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Una Película de Pedro Almodóvar
Yolanda Bell, una cantante de boleros, adicta a las drogas, temeraria y ambigua, ve morir a su novio por una sobredosis de heroína adulterada. Asustada, decide recluirse en un convento de la orden de las ”Redentoras Humilladas”. Una orden muy peculiar cuya Madre Superiora es una gran admiradora de Yolanda. Desde hace muchos años, las ”Redentoras Humilladas” intentan salvar del pecado a las chicas de vida descarriada, aunque, últimamente, el convento pasa por una crisis. Yolanda es muy bien recibida, especialmente por la Madre Superiora, que suele convertirse en cómplice drogadicta y amiga de todas las chicas que pasan por el convento. Así pues, las dos compartirán la droga conseguida por Yolanda, que se convertirá en la favorita de la Madre Superiora. Pero, cuando aparece Merche, ex amante de la Madre Superiora, huyendo de la policía, surgen problemas.
Avis de la communauté (1)
Maus Hábitos é um retrato fascinante e caótico do início da carreira de Pedro Almodóvar, capturando perfeitamente a energia transgressora da Movida Madrileña. O filme brilha ao fundir o sagrado e o profano dentro de um convento surreal, onde o humor negro e o melodrama kitsch servem como uma resposta ousada a décadas de repressão religiosa na Espanha. O grande trunfo da produção está no carisma magnético de suas atrizes — como Julieta Serrano e Chus Lampreave —, que humanizam personagens absurdos (como freiras viciadas em heroína ou criadoras de tigres), transformando o que poderia ser apenas uma provocação barata em um ensaio vibrante sobre solidão e companheirismo feminino. Vista hoje, a obra funciona menos como um dos grandes filmes de Almodóvar e mais como um registro fascinante de sua evolução artística. Entre exageros camp, performances intensas e uma crítica mordaz às instituições conservadoras, o diretor também abre espaço para discutir afetos, repressão e sexualidades dissidentes sem recorrer ao moralismo. É um filme imperfeito, mas historicamente importante, que evidencia o nascimento de uma voz autoral singular — uma voz que, anos depois, refinaria esse mesmo caos em obras muito mais maduras e emocionantes.