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Assistido 👀 Zico, o Samurai de Quintino (D2026.2) 🍿 Mini-review: Zico é nosso Rei! Zico, o Samurai de Quintino conta a história do maior ídolo rubro-negro, Arthur Coimbra, o Zico (ou o Galinho para os íntimos), passando por sua infância no interior da cidade maravilhosa em Quintino, através da sua paixão familiar pelo Mais Querido, mostrando sua ascensão no futebol, seus tempos de Flamengo e Seleção Brasileira, até sua jornada mais inesperada no Japão. O cine documentário mostra como foi a criação do Zico, com seus irmãos sendo ensinados pelo pai a torcerem desde o berço para o Flamengo, destacando a humildade da família, onde cresceram em um bairro interiorano do Rio de Janeiro. Seus familiares descendentes de europeus se instalaram na cidade e viviam bem próximos uns dos outros e Zico aprendeu muito com seus irmãos sobre futebol. Desde pequeno jogava bola com eles e foi descoberto por um jornalista que morava em seu bairro, que o apresentou aos dirigentes do Flamengo. Franzino e muito miúdo muitos não apostavam na sua carreira no futebol, mas sua habilidade e paixão pelo futebol, além da sua perseverança o levou a crescer profissionalmente. Destaque do juvenil do Flamengo ganhou notoriedade rapidamente e teve sua primeira decepção no futebol ao não ser convocado pela Seleção Olímpica, mesmo atendendo a todas as demandas do treinador da Seleção da época. Mesmo assim, alçou voos no Flamengo profissional, bem novo, já ganhando títulos como o campeonato carioca. Daí para frente sua carreira explodiu, veio várias conquistas individuais e pelo clube, conheceu vários craques, fez amigos (e perdeu um, após uma cirurgia que chocou o Brasil), iniciou a geração de ouro do Flamengo e foi diversas vezes convocado pela Seleção principal, onde disputou Copas do Mundo, mas infelizmente nunca conquistou o campeonato, tendo enfrentado problemas com lesão, e um dia pouco inspirado do time todo na Copa de 1978. No Flamengo, Zico foi sem palavras: ganhou tudo que podia ganhar, fez sua história e escreveu seu nome no maior clube do Brasil, como o maior ídolo de todos os tempos do clube. Seu legado é eterno, sempre lembrado como um craque incontestável, que escreveu o nome do Flamengo na história do futebol mundial. Junto com outras grandes lendas rubro-negras, como o Maestro Júnior, Leandro, Mozer, Marinho, Andrade Adílio, Tita, Nunes, Paulo César Carpegiani e outros na saudosa Geração de Ouro nos anos 80. Falando de sua principal lesão, ocorrida em 1985, Zico sofreu uma entrada gravíssima e extremante violenta do ex-zagueiro do Bangu, Márcio Nunes, que fez com que o Galinho rompesse o ligamento dos dois joelhos, tivesse fratura na fíbula e lesões também no tornozelo. Essa lesão no joelho em específico o acompanhou até o fim da carreira, e até depois, pois ele manca até hoje (já pela idade também). Ao final de sua carreira o filme mostra sua nova trajetória, como uma missão de vida que ninguém consegue explicar direito o porque dele ter aceitado, indo para fazer história também no Japão, um país nipónico que mal sabia o que era o futebol, onde encontrou uma estrutura precária, principalmente para um craque, acostumado aos palcos dos maiores campos do Brasil e com uma boa estrutura dada pelo seu clube do coração, onde deixou sua marca brilhantemente. No Japão foi ser jogador de um clube de siderurgia local chamado Sumimoto Metals que disputava a segunda divisão de uma liga amadora local. Até sua família e os próprios japoneses não acreditavam que ele estava realmente lá, porque motivos financeiros não existiam, já que o salário que ele recebia no Sumimoto era baixíssimo. Mesmo assim, Zico não desistiu e ajudou enormemente o futebol no Japão a se desenvolver, oferecendo conselhos para a estrutura dos times, de como deveriam se profissionalizar, além de ser um dos pilares para a criação da J-League (Liga de Futebol Profissional Japonesa). Além de ser jogador, treinador manager e hoje em dia é Conselheiro do Kashima Antlers (antigo Sumitomo), levando suas virtudes para o povo japonês, que o abraçou, o amou e o eternizou. Como os próprios japoneses definiram, Zico tem algo que eles chamam de Majime (ou seja, é uma virtude de quem seguir essa pessoa poderá ter sucesso), por isso eles o adoraram. Para os japoneses samurai é basicamente alguém que protege a justiça. "O trabalho do samurai é lutar. E o Zico é um guerreiro." Depois que o Zico foi para o Japão passaram a ensinar aos novos o "Espirito Zico". Esse "Espirito Zico" eles consideram como o espirito de um verdadeiro guerreiro samurai. Na sua vida familiar, os familiares de Zico enfrentaram sua ausência, devido a rotina dele como jogador de diferentes formas. Sua esposa fora acostumada com essa vida atribulada dele, pois desde sempre acompanhou seu crescimento dentro do mundo do futebol. Já seus filhos enfrentaram deveras a sua "ausência" de forma mais marcante, principalmente o caçula, onde no documentário parece que sofreu mais, devido a não ter com quem contar, já que os dois irmãos mais velhos cresceram juntos e tiveram um ao outro desde sempre. Não foi um abandono, nem nada muito diferente do que muitos filhos de astros não passem, com auto exposição de suas vidas por parte da mídia e por desde seu nascimento crescerem como figuras públicas. Infelizmente é um mal onde grande parte, se não todas as famílias e principalmente os filhos de celebridades vão passar, e ter que conviver com isso deve ser difícil, por isso particularmente cultuo do trabalho psicológico e do apoio dos demais membros da família, unindo-os e compartilhando sentimentos. Reiterando, o Zico em momento algum (pelo menos da forma como foi mostrada no filme, não deixou seus filhos de lado, pelo contrário, mas devido sua jornada e seus trabalhos dentro do esporte ficou ausente em alguns momentos da criação de seus filhos, algo um pouco semelhante com o pai de família que se ausenta das suas obrigações domésticas para lutar na labuta do dia-a-dia com seus empregos para trazer dinheiro e alimento para a mesa da família (só um exemplo e uma comparação com seus devidos pesos e lugares). Passando para a personalidade do Galinho, Zico sempre foi uma pessoa focada em seus objetivos, mas o que mais marca sua vida é sua humildade para lidar com que ele é, mesmo sendo gigantesco no futebol e seu comportamento de respeito e de tratar bem todas as pessoas. Valores esses que ele passa para todos ao seu redor, para as futuras gerações e por onde ele passa. No documentário essa parte é bem bonita, mostrando que para fazer um ídolo primeiro se tem que fortalecer e se comportar bem como ser humano, sempre respeitando e ouvindo as pessoas, sem menosprezar nenhum conselho e nenhum igual. O documentário é incrível, bom para quem não conhece o Zico muito bem, e também para quem já o conhece e o ama muito, mostrando seu lado humano, como o Arthur Coimbra filho, esposo, pai, amigo, jogador, técnico, conselheiro, embaixador e ídolo do maior clube do Brasil e do mundo. Sigo sendo imensamente fã desse "cara", ainda mais depois de o conhecer um pouco mais por esse cine documentário, por tudo o que ele ainda vem fazendo pelo meu time do coração, por tudo que ele representa e pela incrível pessoa humilde e dedicada que ele é. Meu eterno 10 que nunca vi jogar, e uma das razões do Flamengo ser o que é hoje. Muito provavelmente sem Zico, não existiria Romário, Júlio César, Renato Abreu, Ronaldo Angelim, Adriano, Petković, Ronaldinho Gaúcho, Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique e tantos outros ídolos e porque não Charles, entre tantos outros fãs apaixonados, que juntos, fazem mais de 40 milhões de torcedores serem um a mais em campo, fazendo onde quer que o Flamengo vá ter sempre alguém para cantar: "Oh, meu Mengão, eu gosto de você" e vibrar como se fosse seu último dia na Terra. Simplesmente eu te amo Galinho. Para sempre em nossos corações! E lembrando, Zico segue sem nunca ter perdido um voo sequer. Lendário. 👑 Personagem favorito: Arthur Antunes Coimbra, o Zico 🐽 Menção Honrosa: Mauro Beting